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CNI constata queda de confiança dos setores industriais

Avaliação ICEI ocorreu no início de março

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI – Resultados setoriais) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), consultou 1.991 empresas de 29 setores industriais, no período entre 1º e 9 de março de 2023. Dos setores consultados, 17 apresentaram uma visão otimista, enquanto 12 mostram não estar confiantes.


O ICEI tem pontuação que varia de zero a cem, com linha de corte em 50. Acima da linha corte, os números representam confiança dos setores avaliados, enquanto os que estão abaixo dela, apresentam pessimismo quanto ao próprio setor industrial.


De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica, o cenário econômico tem oscilado bastante e gerado muita insegurança nos últimos meses: “A incerteza segue elevada, o que impede que o empresário se sinta seguro o suficiente para um aumento consistente da confiança. Em um cenário assim, é natural que os empresários mostrem avaliações difusas sobre as condições atuais e suas expectativas, resultando nessa evolução da confiança diferenciada entre os setores”.


Por período

Entre os meses de fevereiro e março o índice apresentou queda geral considerável da confiança entre os entrevistados. No setor de Produtos farmoquímicos e farmacêuticos caiu de 60,4 para 51,9 pontos enquanto o índice do setor de Sabões, detergentes, produtos de limpeza e cosméticos passou de 57,1 pontos para 54 pontos.


Crescimento

O único setor a apresentar crescimento nos últimos dados foi o de bebidas em que o ICEI passou de 51 pontos para 52,9 pontos, pouco acima da média de corte.


Queda expressiva

O ICEI de Biocombustíveis caiu de 49,5 para 46,9 pontos, o de Móveis passou de 47 para 43,7 pontos e o de Produtos de borracha caiu de 49,5 pontos para 42,1 pontos. Quanto ao setor de alimentos houve uma mudança de categoria, saindo de “confiança” para “falta de confiança” ao cair para um número inferior aos 50 pontos, indo de 51,5 para 49,6, e foi seguido pelo setor Produtos de Metal que desceu de 51,1 pontos para 49,5 pontos.

O recuo ocorreu em empresas de todos os portes vindo a variar de forma mais intensa entre as pequenas empresas (1,1 ponto, ou seja, caindo para 48,5 pontos). Entre as grandes empresas a queda foi menor, apenas 0,3 ponto, entretanto o número geral ainda se mantém como otimista, em 51,7 pontos.

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