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Chuvas podem determinar o preço do boi no fim de 2023

Consumo interno deve crescer até dezembro

Crédito da imagem: Reprodução


O ciclo pecuário vivido pelo Brasil em 2023 foi em sua maior parte positivo. Tal resultado na produção fez os preços do boi gordo despencar, porém apenas até o mês de agosto. Setembro foi marcado por um salto de 18% na cotação do animal e foi seguido por um mês de outubro sem muitas variações constando o indicador Cepea/B3 com avanço de apenas 0,57%.


Embora outubro tenha sido um mês de movimento lateralizado no mercado do boi gordo e sem grandes apelos para alta, os frigoríficos não conseguiram respaldo a fim de pressionar o mercado, como foi a tentativa já no início de novembro.


Durante a última semana as escalas de abate não tiveram elevação. No último bimestre, a demanda no mercado interno, mediante a entrada dos salários na economia foram a base para a reposição ao longo da cadeia produtiva, lembrando que o período registrou o auge do consumo no país, perdendo apenas para o mês de outubro de 2022, sendo o segundo melhor na história do Brasil quanto às exportações. No entanto, os preços pagos pelos importadores, como, por exemplo, a China é atualmente um dos grandes desafios do setor tendo em vista o fato de que os preços decresceram em um ano cerca de 30%.


Um dos principais fatores de influência nos preços do boi gordo até o fim do ano será o volume de chuvas no contexto do gado confinado. Em São Paulo, estado produtor de grandes volumes deste perfil de produção, pode acelerar a entrega de boiadas confinadas tendo em vista o excesso de volumes. Enquanto isso, o estado de Goiás, mediante escassez de chuvas, pode retardar a entrega.


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