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Campos Neto alerta sobre dólar mais forte: "É preciso acompanhar toda a trajetória"

Presidente do Banco Central oferece análise para a retomada da moeda norte-americana


Crédito da imagem: Freepik


Durante a inauguração de Dilma na presidência do NDB (New Development - o banco do Brics), Lula fez um discurso entusiasmado pelo “fim” do dólar norte-americano como lastro nas transações comerciais.


Em tom estrategicamente ingênuo, histérico - e ao mesmo tempo, arcaico - o petista atacou o sistema monetário usado há décadas como padrão (por sua pouca volatilidade), urgindo para que cada nação possa fazer negócio com sua própria moeda.


“Por que tem que ser o dólar? Por que a China não pode usar sua moeda para negociar, sabe?”, questionou Lula.


Mais do que um “pseudo antiamericanismo”, o presidente da república mandava um recado para o mundo, indicando que a vassalagem brasileira para com Xi Jinping estava em alta.


Campos Neto se posiciona


Quase sete meses após a fala na posse de Dilma Rousseff, o dólar já passou por seus altos e baixos, demonstrando que ainda está bem distante de ser subjugado nas operações de comércio exterior.


Quem oferece mais luz para enxergarmos o atual momento do dólar é o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. Ao ser questionado pela imprensa após o encontro sigiloso com Lula, Campos Neto citou pontos cruciais para a manutenção da força da moeda dos EUA.


“É mais um movimento global do que local”, afirmou o chefe da política monetária do BC, destacando que a história ainda não está completa.


Para Campos Neto, há urgência em acompanhar a trajetória do dólar nos próximos meses. Para tanto, citou alguns pontos que serão cruciais para que o dólar se valorize ou volte a perder seu poder frente às demais moedas.


  1. A taxa de juros americana vai subir mais?

  2. É um movimento mais estrutural?

  3. Está relacionado com o fiscal?


Em resposta à primeira questão, o Federal Reserve (FED) já deu pistas de que está pronto para elevar os juros se necessário. A principal condição apresentada pelo banco central dos Estados Unidos foi a trajetória inflacionária. Se ela não for contida e escapar da meta, o FED fará o reajuste.


A partir dessa premissa, a tática dos investidores não é secreta. Com juros mais altos nos EUA, o dólar tende a se valorizar, pois eventualmente irá atrair mais investimentos para o seu mercado. Do lado oposto - dos países emergentes, como o Brasil - a tendência é exatamente oposta. Dólar mais alto, real mais desvalorizado.






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