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Campos Neto alerta para riscos à liquidez global mediante dívida americana

Gestor classifica a trajetória da dívida pública dos EUA como 'preocupante'

Crédito da imagem: Lula Marques/ Agência Brasil


As projeções para a dívida pública dos Estados Unidos são preocupantes, afirmou na última sexta-feira (17), o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. Segundo o gestor, a extensão atual da dívida causa imensa redução na liquidez do global, o que gera inúmeros prejuízos à economia.


O presidente do Bacen alertou ainda para o fato de que empresas sólidas americanas estão remunerando investidores em até 8% ao ano por títulos de dívida, o que também causa evasão de dinheiro que deveria ser destinado a outras partes do mundo.


Entretanto, para Campos Neto, há no cenário global uma grata surpresa quanto à economia dos países emergentes, que têm apresentado uma "reação surpreendente" até o momento, tendo em vista que a remuneração dos títulos americanos "colou" na desses países. Porém, fez um alerta para a necessidade de permanecer atento à continuidade ou não deste cenário.

Segundo sua análise, o diferencial de juros entre o Brasil e as grandes economias globais "ainda tem espaço", e não será por conta da taxa base brasileira que uma reversão no movimento de apreciação da taxa de câmbio visto neste ano será realizada. Em sua avaliação, o câmbio brasileiro tem obtido resultados favoráveis.


Outros fatores que precisam ser observados para a definição de uma aceleração na redução da inflação dentro do país, são fatores externos responsáveis pela atual imprevisibilidade econômica em todo o mundo, ou seja, eventos como conflitos militares, que afetam diretamente o preço de commodities como o petróleo, e ainda desastres naturais que geram maior flutuação nos preços.

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