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Briga por cargos arrasta votação final do arcabouço fiscal

Depois de entrave com Haddad, Arthur Lira pode votar matéria nesta semana

A barganha por cargos no governo Lula fez com que a votação final do arcabouço fiscal encalhasse no Congresso. A matéria - criada para substituir o teto de gastos da gestão de Michel Temer (MDB) - começou a ser apreciada no legislativo em 18 de abril. Para ser aprovado ou vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto ainda terá de ser avaliado pela Câmara. Caberá aos deputados analisar as modificações feitas nas regras pelos senadores.


Enquanto se discute nos bastidores a criação de novos ministérios ou a dança de cadeiras na gestão petista, a promessa é de que o arcabouço seja resgatado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda nesta semana. O deputado alagoano terá ainda de se reunir com as lideranças partidárias para fechar a questão.


Na semana passada, por exemplo, um imbróglio entre Lira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), impediu a retomada da votação.


Na terça-feira (15), Lira não gostou nenhum pouco da fala do ministro Fernando Haddad, que arriscou dizer que “a Câmara está com muitos poderes”. Em resposta, o presidente da casa praticamente “jogou na cara”, que tem feito quase tudo o que Lula deseja.


“A Câmara tratou de dar todo o conforto para esse governo, neste ano”, afirmou Arthur Lira. “Sem a PEC da Transição o governo não teria a tranquilidade orçamentária que tem, o arcabouço fiscal, a inédita reforma tributária e o Carf”, apontou Arthur Lira.

Em 21 de junho, o relator do arcabouço fiscal no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), fez três alterações, excluindo trechos da limitação dos gastos da União.


São eles:

  • Complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

  • Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF)

  • Despesas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação

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