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Briefing de Gaza, 7º dia, 13 de outubro de 2023


Imagem: IDF


Israel realizou na tarde de sexta-feira a primeira incursão por terra na Faixa de Gaza e uma quantidade expressiva de itens pessoais, documentos e planos de ataque foi recolhida. No norte, na fronteira com o Líbano, piora a situação. No final da tarde houve confronto, com disparos de artilharia e tanques israelenses respondendo a fogo vindo do outro lado da fronteira. Entre os mortos no sul do Líbano, um jornalista da agência de notícias Reuters e mais três outros feridos. Em Gaza, terminou o prazo de retirada dos palestinos das residências na parte norte da faixa. A Força Aérea continua a atacar as instalações utilizadas pelo Hamas, chegando a 750 prédios bombardeados. Nas últimas 24 horas, 5 terroristas foram mortos em combates esparsos na região centro-norte de Israel. Trinta e quatro integrantes do Hamas foram presos na região da Judeia e Samaria. 258 soldados israelenses mortos em ação.


Em visita ao Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, o Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, afirmou que Israel conta com o apoio dos Estados Unidos na retaguarda. No front interno, entretanto, a imprensa continua reverberando a insatisfação da população com o governo.


Na ONU, ao final da sessão do Conselho de Segurança, o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou à imprensa que o Conselho tem uma responsabilidade crucial, tanto na resposta imediata à crise humanitária que se desenrola quanto nos estágios posteriores, quando serão necessários esforços multilaterais intensificados para restaurar um processo de paz. O objetivo agora é tentar, de forma urgente, estabelecer um corredor humanitário às áreas afetadas, conforme as diretrizes do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos.


O Egito abriu sua fronteira a um corredor para retirada de estrangeiros. Mas é grande a preocupação de que, com a escalada dos combates, a população de Gaza tente um êxodo para o país vizinho.


O Hezbolah tem fustigado Israel a partir do Líbano, mas depende de fornecimento externo para se manter na guerra. As agências de inteligência estão voltadas para os movimentos de Irã e Síria. O “Tsunami da Al-Aqsa” nesta sexta-feira, 13, proposto pelo fundador do Hamas, Khalid Mashal, não se concretizou em nenhuma parte do mundo.


Os eventos de 7 de outubro estão sendo considerados o 11 de setembro israelense. Analistas consideram que as falhas das milionárias agências de inteligência e a aura de impenetrabilidade das barreiras terrestres foram os fatores principais que levaram ao trágico resultado em termos de vidas israelenses.


Pelo menos 120 famílias tiveram confirmação de parentes sequestrados. Confirmação se deu através de itens pessoais recuperados nas incursões de hoje na faixa de Gaza. Em uma possível resposta ao pronunciamento de ontem do General Halevi, que reconheceu as falhas da inteligência mas declarou que a hora agora é de guerra, o integrante do Hamas no Qatar, Husam Badran afirmou ao jornal do Oriente Médio Al Monitor em relação a negociação dos reféns que no momento o foco é o combate.


Créditos: defconbr.net / Carlos Kwasinski

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