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Brics detém 47,6% da produção petrolífera mundial em sua nova formação

Controle pode chegar a 65,4% caso a Venezuela seja aceita no bloco

O último encontro do grupo Brics realizado entre os dias 22 e 24 de agosto em Joanesburgo, na África do Sul, causou muito burburinho, inúmeras controversas e especulações a respeito de seu real poder de influência sobre a economia e a política global. Fato é que mesmo aparentemente os integrantes do grupo aparentando fraqueza individual, a reunião do grupo canaliza vantagens mútuas em áreas que ainda representam imensa força pelos próximos anos, como a detenção das maiores reservas e poder de exploração de petróleo do mundo.


O bloco inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, recebeu como novos integrantes em seu recente encontro de cúpula, a Argentina, o Egito, a Etiópia, o Irã, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Com essa nova formação, os 11 integrantes juntos passam a representar 47,6% da produção total do petróleo global.


As informações são fruto de um cálculo que une dados das exportações de petróleo com os de produção divulgados pela própria OPEP em 2022 e apontam que a partir de 2024 o grupo dominará quase metade da produção de petróleo do mundo, e consequentemente, a influência sobre os preços da commoditie pelos próximos anos, tendo em vista que os gigantes ocidentais do G7 (EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, França e Japão), por exemplo, detém apenas 3,9% das reservas conhecidas.


Outra implicação relevante é o fato de que com o novo acordo entre os países do grupo, o Irã será ‘aliviado’ (assim como a Rússia) das limitações comerciais impostas e ele pelas sanções ocidentais.

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