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Banco Mundial sugere "reformas estruturais" para frear queda no PIB chinês

Instituição reduz projeções de crescimento para o gigante asiático e pede mudanças no perfil econômico

Crédito da imagem: Banco Mundial


Apesar da falta de transparência típica de regimes autoritários, os sinais de que a China caminha para a desaceleração econômica estão cada vez mais evidentes. O mais recente indicador foi apresentado pelo Banco Mundial, que reduziu de 5,6% para 5,1% o prognóstico de crescimento do Produto Interno Bruto do país em 2023.


O carro-chefe da retração econômica, como tem sido amplamente detalhado pelo Rumo Econômico, é a agonizante indústria da construção civil. Na semana passada, inclusive, o presidente da incorporadora China Evergrande, Hui Ka Yan, acabou preso pelo governo comunista por praticar “atividades ilegais”.


No mês passado, a Evergrande havia retornado à Bolsa de Valores de Hong Kong, após permanecer quase um ano e meio sem divulgar informações sobre seu balanço financeiro. Até junho, as dívidas acumuladas pela companhia já ultrapassavam a marca de R$ 1,6 trilhão.


Outra gigante do ramo, a Country Garden Holdings, acumula obras paralisadas pelo território chinês e uma dívida calculada em torno de R$ 2.7 bilhões. Na semana passada, a empresa propôs renegociar os débitos em 8 parcelas divididas em 36 meses, com entrada de R$ 70 milhões para cada fornecedor.


Alertas do Banco Mundial

Embora destaque que o desenvolvimento da Ásia deva superar os demais continentes nos próximos meses, o Banco Mundial oferece uma análise crítica e sugere que a China e outros países do bloco diversifiquem suas atividades econômicas.


A presidente do Banco Mundial para a Ásia Oriental e Pacífico, Manuela Ferro, aponta que “reformas estruturais” serão altamente necessárias para frear a desaceleração. A dirigente também sugere aumentar a “diversificação” de parceiros comerciais “para um aumento da produtividade e da geração de empregos”.















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