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Banco Mundial faz relatório econômico sobre Amazônia brasileira

Instituição avalia que incentivos à zona franca de Manaus não trazem benefícios justificáveis à sua existência

O Banco Mundial, instituição financeira multilateral com foco em financiamento de projetos de países em desenvolvimento, elaborou seu primeiro relatório econômico sobre a Amazônia brasileira que foi divulgado na última terça-feira (09). O documento trouxe para o debate público aspectos curiosos e nada surpreendentes a respeito do desenvolvimento da região.


Com atenções voltadas às questões ambientais, o relatório tomou posicionamentos fortes favoráveis à implementação de salvaguardas ambientais como condição para a concretização do acordo Mercosul-UE, como também fez críticas ao modelo tributário de incentivos fiscais adotado na zona franca de Manaus, e isso, em meio a um debate intenso dentro do atual governo a respeito da tão aguardada reforma tributária.


Nomeado como “Equilíbrio delicado para a Amazônia Legal Brasileira”, o documento afirma que ao manter a floresta de pé, o país deverá gerar um valor bem acima do que hoje é produzido pela renda privada mediante a agricultura extensiva, a mineração e a extração de madeira na região. Os valores mensurados pelo relatório apontam que em condições de conservação, a floresta renderia anualmente o montante de US$ 317 bilhões, ou seja, sete vezes mais do que hoje é arrecadado por meio da exploração privada.


Ademais, segundo o Banco Mundial, com as isenções de impostos dadas às grandes empresas da região, o governo deixa de arrecadar a cifra de R$ 24 bilhões por ano e não gera benefícios que justifiquem a perda nos impostos, tendo em vista que a região vem gradativamente perdendo competitividade, o que torna cada vez mais difícil atrair novas empresas que gerem emprego na região.


FONTE/CRÉDITOS: Rumo Econômico com base no relatório do Banco Mundial

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