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Bancada do agro rebate ministro e diz que importação de arroz "é absurda"

Ministro Carlos Fávaro reforçou a intenção do governo Lula de importar arroz em novo leilão

FPA: arroz não está em falta nos supermercados

Após a demissão de Neri Geller do governo, provocada pelas suspeitas de “irregularidades” no leilão de importação de arroz no início de junho, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, anunciou que o país não desistirá da compra do cereal.


A afirmação aconteceu durante participação na audiência promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.


“Estamos estruturando um novo edital moderno juntamente com a Advocacia Geral da União (AGU) e Controladoria Geral da União (CGU) para buscar correções e possamos saber quem está habilitado a participar”, declarou Fávaro


A insistência na importação do produto, entretanto, não foi bem recebida pela bancada ruralista. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), reforçou que não há desabastecimento no mercado nacional.


“A própria Conab reconhece que não há necessidade de compra. Liberar R$ 7 bilhões fora do teto para usar dinheiro dessa forma, não é nem questão essencial sobre o arroz, mas de onde vem”, ressaltou Lupion. “Não existe desabastecimento e tem 84,5% do estoque de arroz colhido e pronto para ser distribuído”, apontou.


Já o deputado Afonso Hamm (PP-RS) afirmou que a aquisição de 263 mil toneladas do alimento compromete o mercado e não significa proteção ao agro gaúcho.


“O leilão é um verdadeiro absurdo. O dinheiro precisa ser destinado para reconstrução de propriedades rurais, dar dignidade ao produtor. Essa sim é uma defesa ao agro gaúcho e ao desenvolvimento do país”, reiterou o parlamentar.


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