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Associações alertam para a piora nas expectativas das safras de milho e soja

Clima e custos de produção devem causar perdas consideráveis nas safras deste ano


Abramilho


Queda nos preços, efeitos climáticos, alta dos insumos e insegurança para o plantio. Essa combinação de fatores negativos que atingiu o agro nacional nos últimos meses deve afetar profundamente as safras de soja e milho deste ano.


Segundo a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), Mato Grosso será um dos estados mais prejudicados, com uma colheita da oleaginosa 20% inferior em relação a 2023. As prefeituras de municípios como Diamantino, Canarana, Alto Paraguai e Sorriso chegaram, inclusive, a decretar estado de emergência.


De acordo com a entidade, muitas plantações impactadas pela seca se encontram em situação irreversível, o que deve levar a uma perda de 9 milhões de toneladas na colheita. Vale destacar que, a safra 2022/2023 de soja de Mato Grosso atingiu o patamar de 31,15 milhões de toneladas. 


Santa Catarina cumula perdas na safra de milho


A situação das plantações de milho não é muito diferente. Contudo, os principais obstáculos são os custos dos insumos e uma janela mais curta para o plantio. Segundo o vice-presidente da Associação de Produtores de Milho, (Abramilho) Enori Barbieri, as perdas da safra do cereal devem ser impactantes.


“Poderemos ter um apagão de milho no País este ano”, alertou o dirigente, citando a elevação dos custos de produção e o clima como principais vilões da crise.


De acordo com a Abramilho, as perdas de produção somente em Santa Catarina devem ficar em torno de 15% e abranger as colheitas de milho e soja no estado.

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