top of page

Apesar do calote, Lula quer empresas brasileiras em Cuba

Apex vai à Havana com 33 empresários

A mais nova investida do governo brasileiro em Cuba tem como premissa uma informação falsa. O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) Jorge Viana - responsável por coordenar os cerca de 30 empresários que embarcam nesta segunda-feira (4) rumo a Havana - afirmou que a retomada dos negócios com a ilha caribenha acontece após o governo Bolsonaro ter “deixado Cuba de lado”.


O verdadeiro motivo do afastamento parcial do Brasil da nação centro-americana foi uma correção de rota. Tanto o executivo como o Ministério das Relações Exteriores pretendiam renegociar o contrato do programa Mais Médicos, caso o ditado Miguel Diaz-Canel concordasse em repassar a maior parte dos salários para os profissionais de saúde.


Ao notar que o Brasil não seguiria o padrão iniciado em 2013 com Dilma Rousseff, o governo cubano se antecipou, encerrando a cooperação em 18 de novembro de 2018, antes mesmo da posse de Jair Bolsonaro.


Com a volta do PT ao poder, a versão oficial do governo é tentar investir no aumento das exportações para o país comunista - apesar dos débitos com o Brasil ultrapassarem os R$ 2.6 bilhões. Para isso, a Apex pretende mediar o encontro dos empresários, antecipando a visita de Luiz Inácio Lula da Silva, que deve acontecer dias antes da participação do presidente brasileiro na Assembleia Geral da ONU, em Nova York no dia 19.


Embora o Brasil seja um dos cinco maiores vendedores de produtos à Ilha, os governos petistas nunca esconderam que a relação com Cuba é fortemente ideológica. A prova de que as transações comerciais são mais “coração do que razão” aparece em um documento revelado em janeiro de 2022.


O documento em questão é um contrato de financiamento datado de 26 de maio de 2010, onde o BNDES concorda no item 4.5 aceitar como garantia para o financiamento da segunda etapa de construção do porto de Mariel eventuais lucros com a venda de charutos cubanos. O total da operação foi fixado em US$ 175 milhões, com vencimento em 25 anos e execução do projeto a cargo da empreiteira Odebrecht.


CRÉDITOS (Foto): Agência Brasil

Comments


bottom of page