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Após quase duas décadas, Senado aprova entrada da Bolívia no Mercosul

Aprovação da Bolívia no grupo só depende da assinatura do presidente Lula

Lula e o ex-presidente Evo Morales - Agência Brasil/EBC


Após 17 anos desde sua proposta original e oito de sua assinatura - todas em governos petistas - o Senado aprovou, em votação simbólica, a entrada da Bolívia como membro do Mercosul. Para ser ratificado, o protocolo de integração só precisará agora da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atualmente em viagem pelo Oriente Médio.


Segundo o relator da proposta, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), a aprovação da entrada dos bolivianos seria vital para “ampliar” o comércio na América do Sul. Atualmente, vale destacar, os membros oficiais do Mercosul são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.


"(A aprovação) será importante para a abertura ou ampliação de mercado para as empresas brasileiras, com a possibilidade de uso de energia mais barata, a lembrar que Brasil e Argentina já são os principais parceiros comerciais da Bolívia", ratificou.


Bolívia deve sofrer com queda na produção de gás


Prestes a entrar para o “clube”, a Bolívia enfrenta hoje uma crise em sua principal fonte de exportações: a produção de gás natural. Segundo relatório atualizado pela Wood Mackenzie, a produção do gás pode ser extinta mais cedo do que o esperado, em razão do envelhecimento dos campos produtivos bolivianos.


De acordo com o estudo da consultora britânica, a produção de gás da Bolívia deve cair de 39 milhões de metros cúbicos por dia, registrados em 2022, para 11 milhões de metros cúbicos por dia em 2030. Com a redução, a Bolívia corre o risco de deixar de ser um exportador da commodity para ser importador - inclusive, do Brasil.


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