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Após defesa ao Hamas, Israel afirma que Lula é persona non grata no país

Ministro de Israel exigiu que presidente brasileiro peça desculpas sobre discurso que transformou Hamas em vítima



Benjamin Netanyahu - Agência Brasil/EBC


O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, exigiu na manhã desta segunda-feira (19) que o embaixada brasileira solicite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma retratação oficial sobre as “desastrosas declarações”, comparando a reação ao Hamas ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial.


"Não esqueceremos, nem perdoaremos”, admitiu Katz. “Foi um ataque antissemita grave. Em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, diga ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que ele retire o que disse", afirmou.


No domingo, Lula condenou as ações militares de Israel, que ocorrem desde 7 de outubro de 2023,  afirmando que as operações na faixa de Gaza contra o grupo terrorista Hamas foram equivalentes ao massacre de mais de 6 milhões de judeus conduzido por Adolf Hitler.


O presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), Ricardo Berkiensztat, reagiu às falas de Lula, apontando que as declarações podem disseminar uma série de ataques antissemitas no Brasil.


 “A cada comentário, a cada declaração do presidente Lula, surge um número crescente de manifestações antissemitas nas redes sociais e ameaças à comunidade judaica local. Acreditamos que a situação deva piorar”, lamentou Berkiensztat,


Já o presidente executivo da ONG Stand With US Brazil, André Lajst, rebateu as comparações de Lula apontando que “ele não sabe nada de história, muito menos de relações internacionais”.


Primeiro-ministro de Israel afirmou que Lula "banalizou o Holocausto


No domingo (18), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia reagido de forma contundente à declaração do presidente brasileiro.   “As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, ressaltou.

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