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Americanas, caso crítico de confiança

Atualizado: 8 de ago. de 2023

Varejo em risco


As Lojas Americanas foram, na semana passada, o centro de uma das maiores crises do mercado aberto. As Americanas, como conhecida, tem tradição de solidez. O grupo empresarial, que controla também o Shoptime e Submarino, atua significativamente no e-commerce, possui mais de 50 milhões clientes ativos e tem participação de cerca de 16% do mercado de varejo do país.


Na histórica semana, que ficará marcada para o mercado, para seus acionista e para a própria Americanas, as ações da empresa mergulharam atingindo uma queda de quase 70% na Bolsa de Valores.


Inconsistências contábeis da ordem de R$ 20 bilhões foram objeto de “Fato Relevante” publicado pela companhia. A origem apontada para tais inconsistências foram os registros no balanço das operações de financiamento bancário como dívida com fornecedores.


Na verdade, essas operações de compra dos fornecedores realizadas pelas Americanas, foram financiadas por bancos e quitadas por esses diretamente aos fornecedores. Os registro no balanço, portanto, deveriam aparecer como dívidas bancárias e não, como registrado, de dívidas com fornecedores.


Essa forma de registro possibilitou que a empresa ampliasse o seu nível de endividamento de forma inadequada e sem gerar percepção aos que analisavam seus balanços.

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