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Alterar a meta da inflação agora pode prejudicar os números inflacionários

CMN deverá definir alteração ou manutenção do número no próximo dia 29

A discussão sobre mudanças no regime de metas de inflação por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional) será realizado na próxima quinta-feira (29), e ocorrerá em um momento que é considerado pelos economistas como um momento-chave para a realização de uma reancoragem de expectativas dos números inflacionários. No momento, a melhor direção a ser tomada é a de manutenção da meta em 3% para os anos de 2024 e 2025, como o estipulado desde o ano anterior.


A realidade econômica do país aponta em base mínima favorável para à adoção de medidas que viabilizem um ciclo sustentável na queda dos juros, sem alterações de rumo. Outra possibilidade com resultados positivos seria a adoção de uma meta em modelo contínuo, o que representaria o abandono do atual ano-calendário, no entanto, tal alteração deverá ser realizada apenas a partir de 2026, a fim de que o Banco Central possa se adaptar às mudanças.


A meta de 3% atual é um bom número e não é ambiciosa como alegado por alguns economistas, na realidade o número é bastante equilibrado, e qualquer alteração poderá desencadear um desequilíbrio nas expectativas de inflação, como também interferir na inflação corrente. Uma desestabilização como essa, seria inconveniente, pois o cenário está ameno perante a política monetária atual.

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