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Agência de classificação de risco dá má notícia ao governo Lula

Depois de melhorar nota brasileira, Fitch Ratings diz que grau de investimento só virá com aperto fiscal

Haddad e Lula: mãos fechadas, cofre aberto - Agência Brasil/EBC


Em julho, a agência de classificação de risco Fitch elevou de BB- para BB a nota de crédito do Brasil, deixando o país próximo de ser um porto seguro para investimentos estrangeiros. Pelas regras da Fitch Ratings, o grau de investimento é atingido quando são aplicadas notas BBB e AAA. Esta última, sendo a avaliação máxima.


Passados quase três meses desde a reavaliação, a Fitch voltou a abordar a conjuntura econômica brasileira e deu um aviso: o sonhado grau de investimento só poderá vir se o governo aplicar “regras fiscais estáveis”, capazes de colocar ordem nas contas públicas do país.


Segundo o diretor-executivo da Fitch Ratings no Brasil, Rafael Guedes, as expectativas não têm sido as melhores, desde que a agência revisou para cima a nota nacional. Em virtude do comportamento errático da gestão Lula nos últimos meses, Guedes já garantiu que o upgrade não virá em 2024.


“Os números do déficit têm um viés negativo alto”, apontou o executivo.


Déficit primário assusta Fitch


A observação feita pelo representante da Fitch Ratings se baseia em números divulgados pelo próprio governo. Somente em julho, o déficit primário ficou em R$ 35,9 bilhões.


Em comparação ao mesmo período de 2022, ainda na gestão Bolsonaro, o país havia obtido superávit primário de R$ 19,7 bilhões, no primeiro ano de recuperação real pós-pandemia.


Por sua vez, no acumulado de janeiro a julho, o deficit apresentado pelo governo Lula foi de R$ 77 bilhões.

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