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15ª Cúpula do Brics não tem avanços para o Brasil

Atualizado: 11 de set. de 2023

Reunião em Joanesburgo encerra com adesão de 6 novos integrantes

Em mais um encontro do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre os dias 22 e 24 de agosto, desta vez em Joanesburgo, na África do Sul, o grupo de países com interesses comuns teve como maior realização a adesão de mais seis países como integrantes oficiais, passando a ter agora 11 integrantes. Os novos participantes não apresentam vantagens significativas quanto ao peso geopolítico, no entanto, reforçam a abrangência de representação populacional e econômico no globo.


Hoje com a adesão de Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã, o grupo passa de 41% para 46% da população global sob sua representação, destacando-se Índia e China como o maior peso desta porcentagem geral. Somando os PIBs (Produto Interno Bruto) da nova formação do grupo chega a US$ 25,9 trilhões, o que representa 25,5% da atividade econômica global, segundo o Banco Mundial, podendo chegar a US$ 32,9 trilhões em 2024, ou seja, 29,7% do PIB global.


Quanto ao Brasil, a maior conquista do presidente Lula (PT) e sua equipe foi a inclusão de uma citação de apoio à entrada de países emergentes no Conselho de Segurança da ONU, tanto nas diretrizes para novos integrantes do bloco Brics, como na declaração oficial da cúpula.


Para economistas como Jim O'Neill, ex-economista do Goldman Sachs, a entrada de novos integrantes com perfil como o Irã, não apenas é motivo de chacota e atestado de morte do bloco, mas pode também se tornar um grave problema para todo o grupo, tendo em vista os inúmeros conflitos diplomáticos do país junto ao ocidente.

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