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É Lula de novo: promessa de “juros mais baixos” faz dólar decolar

Um dia após chamar jornalistas de “cretinos”, Lula volta a interferir no mercado


Lula fala à rádio O Tempo: "Os juros vão baixar, companheiro"

Sem apresentar provas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a imprensa na última quinta-feira (27) de “inventar” que a cotação do dólar teria disparado após falas do ocupante do Palácio do Planalto sobre não se importar com os gastos públicos. 


“Ontem, depois da minha entrevista ao UOL, saíram manchetes dizendo que o dólar tinha subido por causa da entrevista do Lula. Os cretinos não perceberam que o dólar tinha subido 15 minutos antes de eu dar a entrevista”, atacou.


Embora os registros provem o contrário, um novo comentário do presidente sobre o futuro gestor do Banco Central feito nesta sexta-feira (28) voltou a espalhar nervosismo pelo mercado financeiro, afetando, em especial, o já enfraquecido real.


Durante entrevista concedida à emissora de rádio O Tempo, de Minas Gerais, Lula não apenas criticou pela enésima vez o presidente do BC, Roberto Campos Neto, como deixou claro que o seu sucessor promoverá cortes artificiais na Selic.


“Isso vai melhorar quando eu puder indicar o presidente do Banco Central, e vamos construir uma nova filosofia”, adiantou Lula no programa.


Logo em seguida à declaração, aproximadamente às 10h50 da manhã, o dólar comercial escalou para R$ 5,57 no câmbio comercial, o que representou alta de 1,12% sobre a cotação do fechamento do dia anterior. A marca também foi a maior desde o último ano de pandemia, em 10/01/2022.


Desde 1º de junho, a moeda norte-americana já se valorizou 8,26%. No ano, a alta se aproxima dos 15% em comparação a 2023.


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